sábado, 4 de janeiro de 2014

DR. JOAQUIM RIBEIRO FILHO - PARANINFO DOS FORMANDOS DE MEDICINA - UFRJ 2013

Parabéns! 
Ao Dr. Joaquim Ribeiro Filho pela COORDENAÇÃO DO INTERNATO DE CIRURGIA DA UFRJ e pela sua escolha como professor PARANINFO DA TURMA DE MEDICINA DE 2013.

Ficam, aqui, algumas reflexões:

Quais são as chances de se sobreviver a um linchamento midiático?
Como você continua sua vida, sabendo que vai demorar muito para provar que é inocente?

E que, quando inocentado, alguns "jornalistas" e "colunistas" não estarão lá para dar destaque ou manchete.

E que a desconfiança com relação a você nunca será totalmente desfeita, por mais que suas atitudes e sua história provem o contrário

E que, por isso, será tão difícil e solitário "curtir" suas vitórias.

Enfim, o que te resta?
A ruína emocional, familiar, profissional etc...

Só que não!

O que te resta é saber que muitos resistiram com você.

O que te resta é ser perseguido, mas, mesmo assim, continuar e fazer parte de uma das equipes mais importantes e determinadas no transplante de fígado no Rio de Janeiro.

É ser "punido" administrativamente e mostrar o que significa, realmente, coordenar um internato de cirurgia em uma das mais importantes Universidades Públicas do Rio de Janeiro e do Brasil. 

Da mesma forma que foi ser o pioneiro nos transplantes de fígado em um Hospital Universitário ! - o Hospital da UFRJ no Fundão.

Certamente, contra toda essa violência não há reparo.
Mas é preciso que, de alguma forma e com o tempo, as pessoas reparem.

De Pedro Rocha (no facebook)
Noite emocionante.A turma de formandos da UFRJ homenageia o Prof Joaquim Ribeiro como seu paraninfo. Isso cinco anos depois do linchamento midiatico capitanaeado pelo que há de pior da PF aparelhada do PT. Onde qualquer outro não teria tido forcas para continuar, ele não só o fez se defendendo de todas as falsas acusações e sendo absolvido , como se reergueu e hoje é reconhecido pelo seu louvável trabalho na coordenação do internato de cirurgia. Não digo que os humilhados serão exaltados porque humilhado esse grande brasileiro nunca o foi, pois manteve-se firme em seu propósito na causa dos transplantes do RJ e como inspirador de gerações de médicos, nos quais orgulhosamente me incluo. Parabéns, professor.

sábado, 14 de setembro de 2013

Dr. Joaquim Ribeiro Filho - inocente na ação penal - 1ª instância

"Apesar de tudo, estamos vivos. Pro que der e vier, prosseguir. Com a alma cheia de esperança. Enfrentando a herança que tá aí  (Meu Deus do Céu)..." (Bom Dia. Gonzaguinha)

Foi esta ação que motivou um sem número de atos arbitrários contra o médico e sua equipe...

Para a família, para os réus, para todos os que acompanharam ou acompanham o trabalho dessa equipe de médicos, o desejo de justiça nunca vai ter fim.
E será levado a todas as instâncias.

As provas de sua honestidade nunca terão a mesma visibilidade do linchamento que sofreram.
Mas isso não importa.
Nunca nos colocamos contra a Justiça ou contra a imprensa.

Gostaríamos apenas que o mesmo critério de julgamento e de tratamento fosse usado para todos os profissionais ... da mesma forma e com a mesma intensidade.


"3- Dispositivo: Diante de todo o exposto, julgo improcedente a pretensão punitiva estatal e absolvo Joaquim Ribeiro Filho, qualificado nos autos, dos fatos que lhe foram imputados na denúncia, o primeiro, ocorrido em 24/07/2003, com fulcro no art. 386, VI, o segundo, ocorrido em 14/07/2007, com fulcro no art. 386, III, e o terceiro, ocorrido em 05/08/2007, com fulcro no art. 386, VI, todos do CPP.Sem custas processuais. Juntem-se em apenso os documentos e mídias acauteladas, conforme certificado nos autos. Transitada em julgado esta sentença, proceda-se às comunicações de praxe e arquivem-se os autos com baixa.Oficie-se, ainda, ao Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, dando-lhe ciência desta sentença. Publique-se. Registre-se. Ciência ao MPF. Rio de Janeiro/RJ, 11 de setembro de 2013. (ASSINATURA ELETRÔNICA) FABRÍCIO ANTONIO SOARES Juiz Federal Titular"



Amanhã vai ser outro dia...


Irmão Joaquim,

Tenho e sempre tive muito orgulho de ter você como irmão mais velho.
Com toda sua generosidade pode dar seu amor a todos nós desde pequenos.
Sempre compartilhou os doces de são cosme damião, os jogos de botões e até as festas da faculdade.

E as águas, praia de ipanema, sanduiche de mortadela.. tudo dividido e muito justo.
Nos ensinou a democracia desde cedo.
Você nunca deixou ninguém sozinho na escuridão, sua luz sempre iluminou e ilumina nossos caminhos.

Você sempre terá nosso apoio e que continue sempre com sua perseverança e sonhos.
Este sonho que começou em Brejo do Cruz com mamãe e papai.
Foram anos difíceis, mas valeu a espera.

Paciência, aprendemos com eles.
Sempre na espera da chuva, olhando as nuvens, analisando cada diferença, cada vento
Até que a chuva chega com toda alegria  e enche o poço da onça;

Finalmente hoje será outro dia.
Agora apenas alegria e agradecer aos nossos brilhantes advogados Paulo, Camila e Gil que não pouparam esforços.

Parabéns aos nossos pais e todos os irmãos e irmãs que ajudaram como podiam, cada um lutou com todas as suas forças.

Não poderia esqueçer de agradecer ao incansável blog transplante é vida.
Agradeço também a todos os familiares e tantos amigos que mostraram a cara na missa, no blog, na rua, nas orações.
Em todos os espaços a liberdade abriu as asas sobre nós.

Bjs te amo,
Ana


Não tem cabimento entregar o jogo no primeiro tempo...



Desesperar Jamais          
(Ivan Lins- Victor Martins) por Cecília

Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo

Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada!
Nada de esquecer

No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular

Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais

Nem direito a instrução do Ministério Público ele teve...

Proposta de Emenda Constitucional 37/2011, abreviada como PEC 37, foi um projeto legislativo brasileiro que se aprovado, limitaria o poder de investigação criminal a polícias federais e civis, retirando-o de, entre outras organizações, o Ministério Público.

Agora que a PEC 37 foi arquivada, seria importante para o Ministério Público estudar o que aconteceu neste processo. 

Veja o relato do advogado de defesa do Dr. Joaquim Ribeiro Filho:

Dr. Joaquim Ribeiro Filho - inocentado por unanimidade em 2ª instância no caso Jaime Ariston - clique aqui

terça-feira, 16 de julho de 2013

Vejam o perfil do Dr. Eduardo Fernandes...

1. Os pacientes (e a sociedade) tem o direito de saber o que aconteceu no caso das mortes nos transplantes por uma superbactéria.

2. Vejam abaixo o perfil de um médico como o Dr. Eduardo Fernandes


3. O que esperamos é que a imprensa considere tudo o que já foi feito contra esses médicos em termos de arbitrariedade. Arbitrariedade midiática, também, amplamente documentada aqui.

4. Não vamos parar de lutar em quantas instâncias do Judiciário forem necessárias.

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Quando o Dr. Joaquim e os médicos de sua equipe (hoje coordenada pelo Dr. Eduardo Fernandes) foram covardemente perseguidos, a imprensa não mediu esforços para linchá-los publicamente. 

Mas, quando esses mesmos médicos não medem esforços para salvar vidas, são simplesmente ignorados.


Vejam, abaixo: Este é o perfil dos médicos perseguidos


Padrinho da nova campanha de incentivo à doação de órgãos é o ator global Duda Ribeiro, que recebeu um novo fígado aos 49 anos


Para o ator da TV Globo Duda Ribeiro “nascer de novo” aos 49 de idade ele precisou de dois pilotos de avião, uma equipe de saúde de um Hospital no Rio de Janeiro e a decisão difícil de uma mãe que perdeu o filho aos 17 anos em um acidente no Paraná.

“São só algumas das pessoas que participaram do meu transplante de fígado realizado em 2011. Todos eles permitiram hoje eu comemorar um ano e oito meses de vida”, disse Duda em um evento realizado em Brasília nesta quinta-feira (27), data em que é celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos. No evento, o Ministério da Saúde divulgou um aumento de 12,7% nos transplantes realizados em 2012.

“Era uma terça-feira, perto do meio dia. O telefone tocou e no visor do celular apareceu o número do médico. Suspendi o almoço e aguardei a nova vida que anunciava”, lembra ele para narrar o enredo cinematográfico da sua vida real e que permitiu, acredita, a escalação para o elenco da próxima novela global das 21h, chamada de Salve Jorge e que substitui Avenida Brasil.

Duda Ribeiro enfrentou um câncer, chegou a pesar 50 quilos e conviveu com a falência do fígado provocada pelas 12 sessões de quimioterapia vivenciadas nos últimos três anos. No período, foram três chamados telefônicos que avisavam da possibilidade de um órgão compatível. Nenhuma se concretizou.

 
Naquela terça-feira, a história parecia ser outra. Para o transplante virar realidade, os pilotos de avião do Exército Brasileiro precisariam enfrentar a tempestade e a falta de teto para voar, tudo com o intuito de buscar o fígado em Cascavel, cidade paranaense e local onde uma mãe acabara de perder um filho de 17 anos.

“Mesmo nesta situação delicada, a família conseguiu não pensar só na própria dor. E decidiu pensar em outra pessoa aceitando a doar os órgãos do jovem. Sou eternamente grato”, afirmou Duda.
O órgão foi captado no Paraná e levado para o Rio de Janeiro. Quase 20 horas após Duda fazer a última refeição – “resolvi pedir comida japonesa, a minha preferida”, lembra –, ele deitou na maca de um hospital público do Rio de Janeiro para entrar nas estatísticas brasileiras de transplantes.
Os dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde indicam que as 12.342 cirurgias do tipo realizadas no primeiro semestre de 2012 somam um aumento de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. (...)    [para ver a matéria completa é só clicar no link acima]

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Este é o perfil dos médicos perseguidos pela PF e pelo MPF

SAÚDE
20/01/2011 11:29
Família doa órgãos de seu filho e salva vidas no Rio e Curitiba
Casa de Notícias


A família de um adolescente de 17 anos, de Santa Helena, ao receber a triste notícia na tarde de segunda-feira (17) da perda de seu filho, decidiu num gesto de grandeza doar os órgãos e salvar outras vidas. A coordenadora da Organização a Procura de Órgãos (OPO) e da Central de Transplantes da Regional de Saúde, Irene da Rocha Soares, explicou que em virtude de algumas contradições do potencial doador, somente foi captado o fígado e os dois rins. De acordo com a listagem, o fígado foi doado para uma pessoa do Rio de Janeiro (RJ) e os rins para pacientes de Curitiba (PR).

Devido o mal tempo, o avião que trazia a equipe do Rio de Janeiro não conseguiu pousar em Cascavel e a retirada dos órgãos que deveria acontecer às 14h de ontem, foi transferida para a madrugada, pois o avião pousou no final da tarde em Guarapuava e de lá a equipe seguiu de carro até Cascavel, trocou de veículo e, veio para Toledo, chegando por volta das 22h. A captação iniciou por volta das 00h20, desta quarta-feira (19), e, teve duração de aproximadamente 3h.

Na sequência, as equipes tiveram mais 12h para transplantar no paciente. O receptor é um homem, de aproximadamente 45 anos, portador de um tumor raro no fígado. O paciente está bastante debilitado devido a doença, que foi diagnosticada em torno de dois anos e ele estava na fila há mais de um ano.
O transplante iniciou por volta das 9h de hoje e segundo informações do hospital até às 14h30 a cirurgia acontecia normalmente e o horário programado para encerrá-la é por volta das 17h.


O coordenador da equipe, o médico de transplante hepático, Dr. Eduardo Fernandes, do Hospital Adventista Silvestre do Rio de Janeiro , explica que a problemática do transplante é a preservação adequada do órgão, porque cada órgão possui um tempo de preservação, ou seja, o tempo que ele fica no gelo e é implantado em uma pessoa.

“No caso do fígado o ideal é que ele fique no gelo entre 10h à 12h, dependendo do líquido que é utilizado. Como estamos longe do hospital que faremos o implante, precisamos minimizar o tempo do fígado no gelo para o transplante ter êxito”.

SAÚDE
21/01/2011 14:16
Recepção de órgãos doados em Toledo foi um sucesso
Casa de Notícias


Na madrugada da última quarta-feira (19), equipes de médicos do Rio de Janeiro (RJ) e de Toledo (PR) captaram os órgãos de um adolescente de 17 anos. O fígado foi transplantado em um homem, segundo informações da assessoria da MMatsuo, trata-se do ator global Duda Ribeiro. Há dois anos, a equipe médica diagnosticou um tumor raro no fígado e há mais de um ano estava na fila de espera. A cirurgia foi bem sucedida e a sua recuperação, apesar de lenta, está sendo positiva. Os rins foram transplantados para duas crianças de Curitiba no mesmo dia. Elas também passam bem.

Atualmente, 2500 pessoas estão na lista de transplantes de órgãos no Paraná. O primeiro órgão da lista é o rim, seguido de córneas, fígado e coração.
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Hospital Adventista Silvestre chega ao 100º Transplante de Fígado

24/04/2013

Pela primeira vez, em 13 anos de atuação, a equipe do cirurgião Eduardo Fernandes realizou três captações e três transplantes hepáticos, no mesmo hospital e no mesmo dia. Com os transplantes de fígado de dois homens e uma mulher, todos na faixa dos 50 anos, o hospital do Cosme Velho contabilizou os 100 transplantes realizados.
Durante 36 horas, a equipe do Hospital Sivestre, composta de cinco cirurgiões e dois anestesistas, captou um fígado no Paraná e os outros dois no Rio de Janeiro, além de concluir o procedimento em tempo recorde. “O mais importante é que em apenas dois anos e meio, o Hospital Silvestre já realizou 100 transplantes de fígado. Ontem, foi a primeira vez no Rio de Janeiro que uma mesma equipe médica realizou três captações e três transplantes em um mesmo dia”, explica o cirurgião, hepatologista e especialista em transplantes de fígado do hospital, Eduardo Fernandes.

Inscrição de pacientes de outros estados

Qui, 24/07/08 - 18h09

Fila do transplante em SP tem 10% de pacientes de outros estados

Minas e Bahia lideram inscrições na lista da Central de Transplantes
Minas Gerais e Bahia são os estados que mais inscrevem pacientes na lista de espera para transplante em São Paulo. É o que aponta levantamento da Secretaria de Estado da Saúde com base nos dados da Central de Transplantes.
Das 15,2 mil pessoas que aguardam por um órgão ou córnea em São Paulo, 1.418, ou seja, 9,3%, moram em outros estados. Do total de pacientes na fila paulista, 332 são de Minas Gerais, 212 da Bahia e outros 168, do Rio de Janeiro.
A lista para transplante de pâncreas é a que mais registra pacientes de fora de São Paulo, com 35,9% morando fora do Estado de São Paulo. Outros 22,9% de pacientes moradores de outros estados aguardam por um transplante simultâneo de pâncreas e rim, e 18,1% estão na fila paulista do fígado. Há ainda 12,8% na lista de córneas.
Não há impedimento legal para que um paciente de determinado estado esteja na fila para transplante de outro. Basta que a equipe médica que realizará a cirurgia seja do mesmo estado onde a pessoa está inscrita. Mas não é permitido que um mesmo paciente esteja simultaneamente na lista de dois ou mais estados.
“São Paulo é um estado concorrido porque possui infra-estrutura adequada e realiza 45% de todos os transplantes do país. Os principais hospitais e equipes médicas especializados nesse tipo de cirurgia estão em São Paulo”, afirma o coordenador da Central de Transplantes do Estado, Luiz Augusto Pereira.
Da Secretaria da Saúde

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Revista é condenada por manchete abusiva

Entretanto, forçoso é reconhecer a emissão, por parte da ré, de juízo de valor e sensacionalismo, na publicação da foto do autor, por ocasião de sua prisão, sob o título ´O cirurgião fura-fila´. A liberdade de expressão, o dever de informação e o interesse público da matéria publicada não justificam a exposição da imagem do autor em momento tão constrangedor e em situação humilhante de sua vida, assim como também não se justifica sua denominação como ´O cirurgião fura-fila´. Tais elementos são absolutamente dispensáveis e nada acrescentam à matéria veiculada em termos de informação útil à sociedade, extrapolando o direito à liberdade de expressão.

No caso em análise, porém, a ré não agiu nos limites do exercício regular do direito de liberdade de imprensa. Dessa forma, cometeu o ilícito e, assim, tem dever de indenizar o dano moral causado ao autor. (...) A utilização de expressões ofensivas, debochadas e desnecessárias ao relato, excedem os limites narrativos necessários à difusão de um fato, atribuindo-lhe caráter sensacionalista, impróprio à situação real e aos sentimentos das pessoas envolvidas. Na fixação do quantum indenizatório, devem ser levados em consideração a capacidade econômica das partes, o dano causado à vida profissional e pessoal do autor, o caráter pedagógico-puni tivo de tal espécie de indenização, bem como que a indenização arbitrada não pode ser insignificante para o causador do dano ou constituir enriquecimento sem causa para a vítima. Ante o exposto, JULGO PROCEDENTE O PEDIDO ...

Vale a pena relembrar o que foi feito pela Revista Época:

Em nome da liberdade de imprensa, a chamada "Operação Fura-Fila" vira "O Cirurgião Fura-Fila" com direito a foto do médico e tudo.

Ou seja, a postura ética da Revista Época não se incomoda em transformar (com uma simplicidade criminosa) um médico investigado em condenado. E não vamos entrar no mérito sobre o modo e o propósito com que essa investigação foi conduzida. Para isso, basta dar uma olhada na manifestação da defesa no TRF 2ª Região.

Mas, ao ler a matéria tudo fica claro. Três casos dolorosos relacionados ao transplante são usados como exemplo para mostrar como um médico pode se aproveitar do sofrimento dos pacientes. Um dos casos é o de Rafael Paim:
Mais do que a falta de doadores, para Rafael, o maior problema do transplante no Brasil é a ausência de estrutura e a agilidade no sistema de saúde para a notificação de que há um órgão disponível. “Os hospitais não têm estrutura e os médicos acabam gastando muito tempo para checar todos os exames necessários. Eles acabam indo embora e a doação se perde”, diz. “O maior problema desse país é a falta de ação”. Rafael teme que operação da Polícia Federal prejudique ainda mais esse cenário ao deixar os doadores e os médicos receosos com o processo de transplante. “Esses casos são pontuais, há muita gente na lista esperando pelo transplante. Se isso acontecer, serão mais vidas perdidas”.

O que faltou dizer na reportagem é que o Dr. Joaquim Ribeiro Filho fez de tudo para salvar o filho de Rafael Paim. O caso do bebê Arthur saiu até no Fantástico.

O Dr. Joaquim tomou uma decisão bastante ousada para a época, seguindo o Conselho Federal de Medicina. Hoje, ela é aceita pelo Supremo Tribunal Federal, mas, na época, além de corajosa, era bastante polêmica.

Como a Revista Época interpreta esse gesto? Típico de um "médico fura-fila"? Por que o médico não é citado em um caso em que atuou com determinação para salvar o paciente? Os jornalistas não apuram as informações que conseguem? A manchete seria diferente nesse caso?

A pergunta que podemos fazer, na verdade, é: haveria uma "reportagem" nesse caso?

Vejam a reportagem do Fantástico de 11/12/2005("O bebê Arthur") e avaliem o papel do médico naquele caso. Vejam se ele mereceu o tratamento dispensado pela liberdade de imprensa tal como ela é concebida pela Revista Época. Preso, sem ter sido ouvido, nem lhe foi concedido o benefício da dúvida, levando em conta o seu passado profissional.

Tentem entender, também, por que médicos com este perfil (veja "quando não são perseguidos, são ignorados") sofrem com ações constantes do Ministério Público, enquanto o mesmo procedimento não é adotado com outras figuras públicas do Estado do Rio de Janeiro. A Revista Época e os demais veículos de comunicação poderiam usar a liberdade de imprensa para nos explicar.

Dr. Joaquim Ribeiro Filho - inocente (2ª instância por unanimidade)

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região confirma sentença, inocentando o médico por unanimidade.

A sustentação oral da defesa está nas páginas 1962 a 1964
(vale a pena ler e imaginar se isso tivesse acontecido com você).

O voto do Juiz Relator está nas páginas 1965-1966.

Observações feitas pelos demais Juízes ao voto do relator estão nas páginas 1967-1968


sábado, 6 de outubro de 2012

Jornal é condenado por manchete abusiva

Segundo a magistrada, não se pretende que os órgãos de comunicação devam, sempre, apurar a veracidade dos fatos declarados para só então torná-los públicos, mas é preciso agir com ética.
“A ré, todavia, com o evidente fim sensacionalista, tratou o autor como já houvesse sido condenado pelo crime de que era acusado e pior, colocou no título da matéria. E ainda o fez em termos bem rasteiros e depreciativos não apenas para agravar a reprovabilidade, como também para chamar a atenção dos leitores de nível cultural mais baixo”, escreveu na sentença a juíza Maria da Glória Oliveira Bandeira de Mello.   (Jornal é condenado por manchete abusiva)

Veja o dilema de quem sofre um linchamento midiático: "Não há ninguém que mereça, não há coração que esqueça" 
Veja a nota do advogado de defesa em agosto de 2008: Indignação

domingo, 30 de setembro de 2012

Há de abençoar o dia...



Antes que seja tarde (Ivan Lins)
Com força e com vontade
A felicidade há de se espalhar
Com toda intensidade

Há de molhar o seco
De enxugar os olhos...

Há de rasgar as trevas
E abençoar o dia...

Há de fazer alarde
E libertar os sonhos
Da nossa mocidade...

Há de mudar os homens
Antes que a chama apague
Antes que a fé se acabe
Antes que seja tarde.

Entrevista de Duda Ribeiro no Progrma do JÔ

Muito boa - e engraçada - a entrevista do Duda Ribeiro para o PROGRAMA DO JÔ.

Duda Ribeiro está com uma campanha na Globo e na internet para doação de órgãos

32:38 em 11/09/2012 2.116 visualizações
O ator também está na próxima novela da Globo, Salve Jorge e no filme Os velhos Marinheiros, além de viajar com a peça Dona Flor e com seu show O Enviado.

sábado, 29 de setembro de 2012

Quando não são perseguidos, são ignorados...

Quando o Dr. Joaquim e os médicos de sua equipe (hoje coordenada pelo Dr. Eduardo Fernandes) foram covardemente perseguidos, a imprensa não mediu esforços para linchá-los publicamente. 

Mas, quando esses mesmos médicos não medem esforços para salvar vidas, são simplesmente ignorados.


Vejam, abaixo: Este é o perfil dos médicos perseguidos


Padrinho da nova campanha de incentivo à doação de órgãos é o ator global Duda Ribeiro, que recebeu um novo fígado aos 49 anos


Para o ator da TV Globo Duda Ribeiro “nascer de novo” aos 49 de idade ele precisou de dois pilotos de avião, uma equipe de saúde de um Hospital no Rio de Janeiro e a decisão difícil de uma mãe que perdeu o filho aos 17 anos em um acidente no Paraná.

“São só algumas das pessoas que participaram do meu transplante de fígado realizado em 2011. Todos eles permitiram hoje eu comemorar um ano e oito meses de vida”, disse Duda em um evento realizado em Brasília nesta quinta-feira (27), data em que é celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos. No evento, o Ministério da Saúde divulgou um aumento de 12,7% nos transplantes realizados em 2012.

“Era uma terça-feira, perto do meio dia. O telefone tocou e no visor do celular apareceu o número do médico. Suspendi o almoço e aguardei a nova vida que anunciava”, lembra ele para narrar o enredo cinematográfico da sua vida real e que permitiu, acredita, a escalação para o elenco da próxima novela global das 21h, chamada de Salve Jorge e que substitui Avenida Brasil.

Duda Ribeiro enfrentou um câncer, chegou a pesar 50 quilos e conviveu com a falência do fígado provocada pelas 12 sessões de quimioterapia vivenciadas nos últimos três anos. No período, foram três chamados telefônicos que avisavam da possibilidade de um órgão compatível. Nenhuma se concretizou.

 
Naquela terça-feira, a história parecia ser outra. Para o transplante virar realidade, os pilotos de avião do Exército Brasileiro precisariam enfrentar a tempestade e a falta de teto para voar, tudo com o intuito de buscar o fígado em Cascavel, cidade paranaense e local onde uma mãe acabara de perder um filho de 17 anos.

“Mesmo nesta situação delicada, a família conseguiu não pensar só na própria dor. E decidiu pensar em outra pessoa aceitando a doar os órgãos do jovem. Sou eternamente grato”, afirmou Duda.
O órgão foi captado no Paraná e levado para o Rio de Janeiro. Quase 20 horas após Duda fazer a última refeição – “resolvi pedir comida japonesa, a minha preferida”, lembra –, ele deitou na maca de um hospital público do Rio de Janeiro para entrar nas estatísticas brasileiras de transplantes.
Os dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde indicam que as 12.342 cirurgias do tipo realizadas no primeiro semestre de 2012 somam um aumento de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado. (...)    [para ver a matéria completa é só clicar no link acima]

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Este é o perfil dos médicos perseguidos pela PF e pelo MPF

SAÚDE
20/01/2011 11:29
Família doa órgãos de seu filho e salva vidas no Rio e Curitiba
Casa de Notícias

A família de um adolescente de 17 anos, de Santa Helena, ao receber a triste notícia na tarde de segunda-feira (17) da perda de seu filho, decidiu num gesto de grandeza doar os órgãos e salvar outras vidas. A coordenadora da Organização a Procura de Órgãos (OPO) e da Central de Transplantes da Regional de Saúde, Irene da Rocha Soares, explicou que em virtude de algumas contradições do potencial doador, somente foi captado o fígado e os dois rins. De acordo com a listagem, o fígado foi doado para uma pessoa do Rio de Janeiro (RJ) e os rins para pacientes de Curitiba (PR).

Devido o mal tempo, o avião que trazia a equipe do Rio de Janeiro não conseguiu pousar em Cascavel e a retirada dos órgãos que deveria acontecer às 14h de ontem, foi transferida para a madrugada, pois o avião pousou no final da tarde em Guarapuava e de lá a equipe seguiu de carro até Cascavel, trocou de veículo e, veio para Toledo, chegando por volta das 22h. A captação iniciou por volta das 00h20, desta quarta-feira (19), e, teve duração de aproximadamente 3h.

Na sequência, as equipes tiveram mais 12h para transplantar no paciente. O receptor é um homem, de aproximadamente 45 anos, portador de um tumor raro no fígado. O paciente está bastante debilitado devido a doença, que foi diagnosticada em torno de dois anos e ele estava na fila há mais de um ano.
O transplante iniciou por volta das 9h de hoje e segundo informações do hospital até às 14h30 a cirurgia acontecia normalmente e o horário programado para encerrá-la é por volta das 17h.

O coordenador da equipe, o médico de transplante hepático, Dr. Eduardo Fernandes, do Hospital Adventista Silvestre do Rio de Janeiro , explica que a problemática do transplante é a preservação adequada do órgão, porque cada órgão possui um tempo de preservação, ou seja, o tempo que ele fica no gelo e é implantado em uma pessoa.

“No caso do fígado o ideal é que ele fique no gelo entre 10h à 12h, dependendo do líquido que é utilizado. Como estamos longe do hospital que faremos o implante, precisamos minimizar o tempo do fígado no gelo para o transplante ter êxito”.

SAÚDE
21/01/2011 14:16
Recepção de órgãos doados em Toledo foi um sucesso
Casa de Notícias

Na madrugada da última quarta-feira (19), equipes de médicos do Rio de Janeiro (RJ) e de Toledo (PR) captaram os órgãos de um adolescente de 17 anos. O fígado foi transplantado em um homem, segundo informações da assessoria da MMatsuo, trata-se do ator global Duda Ribeiro. Há dois anos, a equipe médica diagnosticou um tumor raro no fígado e há mais de um ano estava na fila de espera. A cirurgia foi bem sucedida e a sua recuperação, apesar de lenta, está sendo positiva. Os rins foram transplantados para duas crianças de Curitiba no mesmo dia. Elas também passam bem.

Atualmente, 2500 pessoas estão na lista de transplantes de órgãos no Paraná. O primeiro órgão da lista é o rim, seguido de córneas, fígado e coração.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E nos sonhos, fui sonhando...prepare o seu coração



Disparada
(Geraldo Vandré)

Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar.


Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar.


(...)

Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei


Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente...

Últimas

Não há ninguém que mereça, não há coração que esqueça 
A audiência é sempre rotativa. Pode ocorrer, também, que o receptor tome conhecimento do desmentido sem estar a par da agressão. A suspeita nunca desaparece. Mas os efeitos nefastos se multiplicam.  (...) A melhor forma de resolver calúnias, difamações ou injúrias ainda é depender da boa-fé daquele que ofende, que por definição jurídica é um criminoso, e humildemente pedir para ele corrigir."  (Clóvis de Barros Filho. A ineficácia do direito de resposta)


Como é feito o jornalismo sobre transplantes no Rio...
Esse post só foi escrito para que se preste atenção no tipo de cobertura que tem sido feita do setor de transplantes no Rio e de tudo aquilo que diz respeito ao Dr. Joaquim Ribeiro Filho


Enquanto isso, é preciso salvar vidas!
Hospital Adventista Silvestre foi escolhido como "Hospital Revelação 2011 em Transplantes"


Por que ninguém toma uma atitude? 
Ou como fazer os jornalistas e os cidadãos de bobos...
  
Ensaio sobre a Infâmia 
(livro de Ana Maria Machado)
- A ideia foi estar solidária com a dor e o sofrimento das vítimas das versões, das distorções, das acusações falsas. E hoje em dia, com a rapidez da internet, isso se espalha de tal maneira que não tem volta...

Quem é generoso com os cruéis, acaba sendo cruel com os generosos...
Você quer se defender do que te acusam, mas eles não medem esforços para te prender, silenciar e te oferecer à mídia.
Lembrando um artigo de Heliete Vaitsman. O Diagnóstico que mídia não fez

sábado, 19 de maio de 2012

A espera é difícil...

Você quer se defender do que te acusam, mas eles não medem esforços para te prender, silenciar e te oferecer à mídia. Afinal, você é somente um médico. Um simples médico que dedicou sua vida a salvar vidas. Enfrentando a mais clara incompetência de quem gerenciava o sistema de saúde (e ninguém quer saber quantas vidas se perdem por isso!).

Aos outros (esses seres especiais da política do Rio), pedimos que expliquem o que fizeram e eles se calam (ou mentem). Tergiversam. Fazem de conta que não é com eles. Mas, aí, está tudo bem...

Esquema? Quadrilha? Enriquecimento Ilícito? De quem estamos falando?

Nem o MPF teve coragem de colocar isso no processo contra os médicos perseguidos. Mas, a imprensa já havia feito o linchamento.  Importante: nunca criticamos a liberdade de imprensa...

Mas, como se repara um erro desse tipo? Quem deve responder por isso? Quanto tempo é preciso esperar por reparação?

Quando você vê a quantidade de denúncias contra aqueles que te perseguiram e percebe que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e Estadual e a Defensoria Pública (e alguns jornalistas que esqueceram os princípios da sua profissão) não fazem nada, só há uma explicação: você deve ter tocado em interesses poderosos!

No mais, resta reconstruir o que eles tentaram destruir e lutar por Justiça! Para todos!

Em tempo, o que foi dito aqui em JULHO DE 2011:
Acompanhamos com muito interesse a posição e as ações do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública, da Polícia Federal e dos jornalistas com relação à gestão da administração pública no Estado do Rio de Janeiro. Afinal, todos, igualmente, devem ter direito à defesa e devem ser tratados com Justiça.

É a mais pura verdade: a espera é difícil !

quinta-feira, 19 de abril de 2012

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A boa notícia para um jornalismo nada bom...

O Rio Transplante está prestes a quebrar o recorde de transplantes que é de 2004 (época da gestão do Dr. Joaquim Ribeiro Filho na Central). Ótima notícia!
Esperamos que o recorde seja quebrado o quanto antes!

É disso que trata a matéria, "Sobe o número de doações de órgãos no estado", da jornalista Taís Mendes de 28/11/2011 para O Globo. (não encontramos o link da matéria)

Atenção, apenas, para alguns detalhes:

1. A quebra do recorde se deve à qualificação de profissionais ligados ao setor e à sua remuneração. Mas isso acontecia em 2004. Deixou de acontecer na gestão de Ellen Barroso (gestão desastrosa para o setor de transplantes do Rio) - aquela que estava mais preocupada com o Dr. Joaquim Ribeiro Filho do que com a gestão efetiva daquilo que lhe dizia respeito (veja a situação da fila e a queda no número de transplantes)

2. Vamos esquecer, então, que um projeto que dava certo - sem todo o investimento do atual PET (Programa Estadual de Transplantes) - foi desmantelado e ninguém foi responsabilizado por isso?! Vamos esquecer que quem denunciou o problema é que foi perseguido?!

3. Vamos lembrar que o disque-doação nunca foi, propriamente, o grande problema. A questão era a incapacidade do sistema de gerenciar a captação. Basta ver a quantidade de denúncias sobre doações que não puderam ser realizadas pela demora na ação da antiga gestão dos transplantes. Trata-se, agora, de melhoria na gestão. Alguém que entende da questão, resolveu voltar ao que era básico na área (o aperfeiçoamento do modelo de gestão de 2004 e que foi totalmente desmantelado por questões políticas).

4. Veja a diferença de tratamento dado pelo Ministério Público Federal ao Dr. Joaquim Ribeiro Filho (que denunciava essas falhas de gestão) e o tratamento dado aos gestores da Saúde no Rio. É possível deduzir: mandar prender um médico, sem direito de defesa, é muito mais fácil. Prenda e entregue para a imprensa. Já se foi a época em que jornalistas, em algum momento, procuravam investigar o que lhes diziam as fontes oficiais.

Vejam o caso desta reportagem do Globo-Repórter sobre os transplantes no Rio. Como é possível uma "cobrança" de três anos? Sem nenhuma conseqüência? :

Pacientes do Rio enfrentam longa espera para transplante de córnea Globo Repórter 11/11/2011 (mesmo mês da reportagem de Taís Mendes)

Já no Rio de Janeiro, a espera ainda é longa e dolorosa. Há três anos o Ministério Público Federal cobra a abertura de bancos de olhos e serviços de transplantes.

“O processo continua e nós estamos o tempo todo alimentando com informações atualizadas e buscando uma decisão definitiva que obrigue o estado a implantar banco de olhos, um, dois, três ou quantos forem necessários para atender à demanda do Rio de Janeiro e acabar com essa fila. Temos exemplos de outros estados onde a fila foi encerrada exatamente por um trabalho bem organizado e estruturado que a gente ainda não vê aqui”, explica a procuradora da República Aline Caixeta.

A equipe do Globo Repórter foi até local onde o governo do Rio de Janeiro montou sua central de transplantes. Enquanto outros estados comemoram porque conseguiram zerar a fila, o Rio está começando praticamente do zero.

Eu acho que uma qualidade que o gestor público deve ter é reconhecimento de erro. Então, uma vez que a gente reconheceu que está errado, por que não começar do zero? É o que a gente está fazendo mesmo. E a nossa meta não é pequena, não é somente atingir a média nacional, que é o que a gente tem obrigação de fazer, mas é estar entre os líderes, porque o estado é líder e deveria ser líder também na saúde”, afirma Eduardo Rocha.

O Dr. Eduardo Rocha reconheceu, também, (pelas suas ações na Central de Transplante) que a gestão da antiga coordenadora do sistema de transplantes estava muito, mas muito errada. Só que não precisava começar do zero, não é mesmo? Bastava voltar a 2004!

5. O presidente da Associação dos Doentes e Transplantados Hepáticos do Rio comenta que o "grande problema" nos transplantes de fígado é a existência de duas equipes apenas. Talvez seja verdade, mas é preciso verificar,não é mesmo?! As duas equipes ajudaram a bater um recorde em 2004 e vão ajudar a bater um recorde em 2011! Essa é a realidade.
Mas há uma coincidência estranha: esse argumento é igual aquele que foi utilizado pela antiga coordenadora do sistema de transplantes para justificar seus índices pífios. Como explicar isso?
Os transplantes eram poucos porque havia apenas duas equipes. Agora, as equipes ajudam a bater recordes e o problema continua sendo elas. Não se perguntou nada naquela época, muito menos agora.

6. Ações como estas são importantes e merecem apoio. Esse post só foi escrito para que se preste atenção no tipo de cobertura que tem sido feita do setor de transplantes no Rio e de tudo aquilo que diz respeito ao Dr. Joaquim Ribeiro Filho.

Ver: Por que ninguém toma uma atitude?
Ano Eleitoral?
Quem dizia isso há 04 anos atrás? (07 anos agora)

sábado, 29 de outubro de 2011

"não há ninguem que mereça, não há coração que esqueça..."

A resposta publicada no jornal ou apresentada em rádio e televisão, garantida pelo agredido pelo Poder Judiciário, tem eficácia discutível. Mesmo que o respondente consiga se defender com os mesmos meios de agressão, a eficácia do desmentido é duvidosa.
(...)

A audiência é sempre rotativa. Pode ocorrer, também, que o receptor tome conhecimento do desmentido sem estar a par da agressão. A suspeita nunca desaparece. Mas os efeitos nefastos se multiplicam.
(...)

É importante deixar uma ideia central bem clara nestes casos: o recurso do desmentido, da justificação, significa uma retomada da mensagem negativa. Uma repetição dos eventos nocivos que ocorreram. É reagendar aquilo que você não quer que as pessoas discutam ou lembrem. O tema que será justificado já não é mais tão importante, tão pouco será visto como uma novidade pelos receptores. Isso significa, entre outras coisas, que a atenção dele está voltada para outra coisa. Afinal, por que resgatar para a discussão uma matéria fria, já discutida?
(...)

A melhor forma de resolver calúnias, difamações ou injúrias ainda é depender da boa-fé daquele que ofende, que por definição jurídica é um criminoso, e humildemente pedir para ele corrigir."

(Clovis de Barros Filho. A ineficácia do direito de resposta. Revista Filosofia n.63 editora Escala)


Bicho de Sete Cabeças
(Geraldo Azevedo)
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...

Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças...

domingo, 11 de setembro de 2011

Socrátes: entrevista com Dr. Joaquim Ribeiro Filho

Globo Vídeos
SporTV News
Sócrates tem leve melhora, mas necessidade de um transplante de fígado não foi descartada
Sexta-feira, 09/09/2011
Especilista explica as condições para entrar na fila dos que aguardam para ser transplantados. Ex-jogador não utiliza mais medicamentos para controlar a pressão.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Coerência é tudo!

Acompanhamos com muito interesse a posição e as ações do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública, da Polícia Federal e dos jornalistas com relação à gestão da administração pública no Estado do Rio de Janeiro.
Afinal, todos, igualmente, devem ter direito à defesa e devem ser tratados com Justiça.

quarta-feira, 22 de junho de 2011



Bola de meia, Bola de gude
(Milton Nascimento/Fernando Brant)

(...)
Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade alegria e amor

Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal