segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Donor Action

Esperamos que a iniciativa do Dr. Eduardo Rocha com a Donor Action frente à Central de Transplantes do Rio (ver matéria abaixo) seja bem sucedida. Os pacientes já sofreram demais nas mãos dos atuais gestores do setor de transplantes do Rio de Janeiro. Esperamos apenas que haja transparência (pública) nos relatórios daquela organização sobre a situação.
Só não vale diagnosticar que:

a) os hospitais precisavam organizar as OPO's(Organizações de Procura de Órgãos) [Talvez seja a terceirização das OPO's],

b) os profissionais que identificam os doadores precisavam ser melhor qualificados e remunerados,

c) os exames dos pacientes precisavam ser feitos com a freqüência adequada a cada caso e deveriam ser atualizados devidamente no sistema de organização da lista de transplantes,

d) que as UPA's ou os hospitais públicos deveriam ter neurologistas e equipamentos necessários para certificar a morte cerebral,

e) uma família não poderia ficar esperando 20 horas pelo encaminhamento de um familiar falecido de um hospital a outro,

f) que as Câmaras Técnicas deveriam ser constituídas e deveriam funcionar com regularidade,

g) que hospitais como o Hospital do Fundão tem um papel fundamental na redução da fila e não pode ser sucateado como está,

h) que essas descobertas "fundamentais" para identificar os "gargalos" no processo de doação foram uma "descoberta" dessa parceria "pioneira" com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro (Diversos estados vem alcançando altos índices de transplante sem a mesma),

i) que os gestores do sistema não deveriam discriminar e perseguir profissionais comprometidos com a vida dos pacientes e com a histórica luta pela melhoria dos transplantes no Brasil,

j) que as reportagens deveriam ser feitas por pessoas que conhecem a história da gestão dos transplantes do Rio e que apuram, minimamente, o que é dito em seus programas. Isto é, que junto às assessorias de imprensa funcionem outros tipos de assessoria.


Pensando bem...talvez, o Rio precise mesmo que a Donor Action aponte os "gargalos" do sistema, pois os que os apontaram, acabaram calados pelo próprio poder público que se recusou a ouvi-los.

Aguardem matérias em O Globo, RJTV e O Dia. Ano eleitoral.
Rio faz parte do programa Donor Action
Assinatura de acordo foi realizado durante encontro de profissionais da área de transplantes e doenças renais em Paraty, entre secretário de saúde do Rio e representante da ONG internacional. Meta é elevar o número de transplantes de órgãos e tecidos no Rio, que tem índices preocupantes.

O Brasil já é um dos países integrantes da rede de representação da ONG
internacional Donor Action Foundation, que é responsável pela implementação
de programas de acompanhamento de doações e transplantes de órgãos em
hospitais públicos e privados que possuem UTI’s e emergência.
Na prática, são analisados todos os óbitos registrados em um determinado período de
tempo para verificar se houve perda de doadores potenciais. O novo coordenador de Transplantes do Rio Eduardo Rocha, que também é presidente da Sociedade de Nefrologia do Rio de Janeiro (SONERJ) e professor da UFRJ garante que o programa é uma forma de diagnosticarmos os ‘gargalos’ do processo de doação em nossos hospitais, garante Rocha.
O Rio de Janeiro é o primeiro estado do país a implantar o programa “ Donor Action” nos hospitais públicos do estado.

Publicado em:
A Texto.Com é uma empresa de assessoria de imprensa que atua em todo Brasil, atendendo as mais diversas áreas, eventos, lançamento de produtos, fotografia, inauguração de empreendimentos, shows e divulgação.
Texto.Com é a empresa contratada para divulgar o Nephrologie em Paraty.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Por que as iniciativas do MPF e da Central de Transplantes do Rio eram sempre contra o médico?

Por que a obsessão do Ministério Público Federal na perseguição ao Dr. Joaquim Ribeiro Filho e sua equipe?

Algum procurador(a) do MPF poderia avaliar o número de pessoas colocadas em situação de sofrimento pelos responsáveis por isso? Não será feito pedido de prisão contra eles e não serão apresentados ao linchamento midiático, podem estar certos!

POR QUE NINGUÉM MAIS FALA DA CÂMARA TÉCNICA??????

Transplantes em crise no estado
Rio tem desempenho abaixo da média nacional. Hospital do Fundão parou de fazer parte das cirurgias com rins
“O rim é o órgão mais transplantado em todo o mundo”, afirma o doutor Renato Torres Gonçalves, coordenador-médico da Unidade de Transplante do Serviço de Nefrologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). Deste modo, a série Por uma boa causa sobre transplante de órgãos destaca os transplantes renais, que, segundo o doutor, “são os de mais fácil execução e de melhores resultados”.(...)

De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), em 2009, até o mês de setembro, foram realizados 3.098 transplantes renais no Brasil.

Abaixo da média nacional, de 21,8 transplantes por milhão de habitantes (pmh), o estado do Rio de Janeiro apresenta o índice de apenas 12,8 transplantes pmh contra 41,1 de São Paulo e 39,9 de Santa Catarina.

As estatísticas do Hospital Universitário revelam um quadro nada animador. Até 2006 o HUCFF realizava de 80 a 90 transplantes renais anualmente. Em 2007 e 2008 realizou a metade desse número e, em 2009, somente quatro cirurgias (até 10 de novembro)
.


TRANSPLANTE EM CRISE NO ESTADO (O Dia - 23.11.2009)
Rio - Péssima notícia para quem precisa de um transplante no estado: o Rio está abaixo da média nacional de cirurgias de de rim.


De acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes, a taxa do País chega a 21,8 procedimentos por milhão de habitantes. O índice do estado é de apenas 12,8. Para agravar a situação, uma das unidades credenciadas para fazer o procedimento, o Hospital Clementino Fraga Filho (Fundão), está com parte dos transplantes parada desde o início do ano


Família desiste de doar órgãos de mulher após 20 horas de espera - O Globo online - 22/11/2009
De acordo com parentes de Eunice, após a morte dela, às 18h de sábado, o médico da unidade sugeriu a doação dos órgãos. A família concordou, mas a equipe do Rio Transplante não apareceu. Às 11h de ontem, os médicos ainda aguardavam a chegada de um neurologista para constatar a morte encefálica. Um médico contou que o problema começou quando, ao ligar para o órgão, uma enfermeira exigiu que antes fosse feita uma tomografia:
- Não há tomógrafo na UPA.
Sobrinha de Eunice, Elaine Pereira contou que um parente passou a noite na UPA para assinar os papéis da doação:
- Foi muita confusão. A começar pelo médico da UPA, que chamou o pessoal do transplante sem antes fazer os procedimentos necessários.(...)

Ver: A distância entre o discurso e o gesto da Secretaria do Rio e da Central de Transplantes

Ver: Luiz Roberto Londres. Espírito Público, Medicina Privada
Os doutores Ricardo Miguel e Joaquim Ribeiro, dois dos cirurgiões do Gaveatransplante, por sinal excelentes cirurgiões tanto do lado técnico quanto em sua conduta hipocrática, não conseguiram desenvolver os seus préstimos em dois de nossos hospitais públicos.

É bom tê-los conosco na Clínica São Vicente, mas como perde a nossa comunidade em não absorver suas práticas. Temos, graças a eles, no Rio de Janeiro, não só a recuperação da prática desses transplantes, quanto, apesar do número ainda pequeno para ser realmente significativo, uma excelente estatística em seus resultados.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Veja o que foi dito pelo Dr. Joaquim em 28/09/2007

"Já fomos reintegrados, mas não temos como trabalhar sem condições.

Lá não tem sistema, os exames não estão sendo atualizados, ninguém sabe os telefones do Rio Transplante, as coordenadorias inter-hospitalares foram desativadas, nós estamos 10 meses sem reuniões, as câmaras técnicas não estão constituídas", disse.

"A subsecretaria jurídica tem que trabalhar para o estado, e não para o secretário. Eu sou funcionário público, meus clientes são públicos, e a ação não pode ser parcial dessa maneira, com denúncias falsas."
(Sidney Rezende. Bate-boca na saúde do Rio. 28/09/2007)
Ver: Como funcionava a Câmara técnica do Rio

Veja, ainda:
Matéria de O Globo online 06/08/2008
Segundo a Defensoria Pública:

2) A Câmara Técnica só se reuniu uma vez desde julho de 2006, de acordo com Ordacgy. O defensor afirma que os encontros deveriam ser mensais ou bimensais.

Por que a Polícia Federal e o MPF não foram atrás disso?

O que essas instituições tem a dizer sobre a responsabilidade da Secretaria de Saúde (Sérgio Côrtes) e da Central de Transplantes (Ellen Barroso) sobre 100 mortos e 200 pacientes não encontrados para fazer novos exames, que estavam listados na fila de transplante em 2008, após a prisão do médico?

A chamada para exames que identificou essa incompetência na gestão do transplantes foi uma "jogada para a arquibancada" da Secretaria de Saúde e da Central de Transplantes (Ver: Heliete Vaitsman. O diagnóstico que a mídia não fez). É difícil entender como os jornalistas aceitaram esse jogo sem fazer um minímo de questionamento... O linchamento é cômodo para a rotina jornalística? Não há um linha de crítica sobre a gestão desses senhores por parte da imprensa, da PF e do MPF...

Por que se apontou para o delegado da Polícia Federal e "sua" operação como a responsável por essa descoberta se ela já vinha sendo denunciada diversas vezes pelo médico?

Por que essa determinação em se ouvir apenas um lado dessa história?


Delegados da PF e os procuradores do MPF trabalham para o Estado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Por que quem lutava por essas mudanças foi preso?

"[Sobre os órgãos "limítrofes" ou "marginais"] pessoas que tenham doença transmissível, como hepatite, poderão doar seus órgãos a pacientes com a mesma doença. (...)

Para dar mais transparência à fila de espera para transplante, a nova regulamentação determina a implantação, até o fim do ano, de um sistema informatizado. (...)

Conclui-se que a captação de doadores é o principal gargalo que precisa ser desfeito para aumentar o número de transplantes no País. (...) Para dar agilidade à captação, serão criadas cem equipes de Organizações de Procura de Órgãos. Formadas por médico, enfermeiro e auxiliar administrativo, elas terão uma área de cobertura predeterminada e vão estimular as equipes intra-hospitalares a identificar e buscar consentimeno das famílias de prováveis doadores" O Estado de São Paulo 22/10/2009

Pergunta:
Quem não atualizava a lista de transplantes? Quem tinha mais de 100 mortos na fila e não conseguiu fazer o exame de mais de 200 pacientes que nela estavam inscritos? Sim. Estamos falando da Secretaria de Saude do Rio de Janeiro (Sérgio Côrtes) e de sua Central de Transplantes!
Quem desmantelou as equipes de procura de órgãos do Rio de Janeiro? Sim. Estamos falando da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro! Que medidas o Ministério Público Federal deveria tomar e não toma?
Ver quem dizia isso há 04 anos atrás: Reportagens sobre o trabalho do Dr. Joaquim Ribeiro Filho à frente da Central de Transplantes
Ver: Caso Norton Nascimento
Ver:
denúncia na rádio CBN

Ver: Quem realmente estava preocupado com os transplantes no Rio

Um caso de...vida...dedicada ao transplante.

Parece que o tratamento dado à situação dos transplantes e ao Dr. Joaquim Ribeiro Filho e sua equipe estão voltando a patamares aceitáveis de debate sobre políticas públicas no setor da Saúde. Um debate envolvendo especialistas, governo e entidades de apoio ao transplante.

Muitas das questões enfrentadas, agora, pelo Ministério da Saúde, há muito tempo, eram levantadas pelo Dr. Joaquim Ribeiro Filho.(Ver matéria da Tribuna do Norte)
MS dará prioridade a jovens em transplantes
Publicação: 22 de Outubro de 2009 às 00:00
Do Rio (AE)

(...)Além da priorização de menores de 18 anos, doadores que tenham alguma doença transmissível, como hepatite, poderão doar seus órgãos a pacientes que tenham a mesma doença e assinem um termo de consentimento. Tal prática já era autorizada pelas centrais de transplantes do Rio Grande do Sul e São Paulo e também realizada por algumas equipes médicas, em condições muitas vezes nebulosas.

No ano passado, o médico Joaquim Ribeiro Filho, pioneiro na realização de transplantes de fígado, foi acusado de furar a fila de espera ao transplantar órgãos “marginais” (fora da condição ideal) em seus pacientes. Ele alega que o fígado seria jogado fora porque a legislação não era específica sobre o assunto. Ribeiro Filho foi absolvido na esfera administrativa e aguarda julgamento do processo criminal.

Um dos problemas evidenciados pela denúncia contra o médico carioca foi a desorganização da fila de espera, que continha dados desatualizados de pacientes mortos, já transplantados e cujo estado de saúde era diferente do que aparecia na lista. Para dar mais transparência à fila, será implementado um sistema informatizado até o final do ano.
(...)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Últimas

1º Ano da Resistência
Um ano de lutas contra o arbítrio!

Recuperamos a entrevista para a BandNews (com Boechat e Rodolfo Schneider) logo após sua saída da prisão.

A parcialidade da Revista Época com Steve Jobs
A diferença com que trataram Steve Jobs, fundador da Apple, seu transplante de fígado e a acusão de "fura-fila"

Procurador participa de linchamento midiático
Investigar ou perseguir? qual é a função da PF e do MPF?
Qual é a opinião do Ministério Público Federal sobre a ação de seus procuradores? A Corregedoria da Polícia Federal poderia observar se o delegado Giovani Agnoletto respeita os protocolos de uma Polícia em um Estado de Direito? A função da Polícia Federal é "grampear geral" e editar ou investigar? (Ver: Ricardo Amaral: "Grampo é uma droga que vicia a polícia")

Crônica de um linchamento anunciado
Como a imprensa embarcou nos procedimentos arbitrários de um delegado da PF e de um procurador do MPF. Fala que eu publico!
Revista Lide - do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro

O que era a Central de Transplantes?
Hellen Miyamoto, superintendente de Atenção Especializada da Secretaria de Saúde do Rio, não dava conta do caos na saúde no Rio de Janeiro, mas respondia, ao mesmo tempo, pela Central de Transplantes.

O que há de novo na série do Dr. Dráuzio Varella?
Dr. Joaquim Ribeiro Filho - 2004/2007
Dr.Joaquim Ribeiro Filho - 2004

Por que o MPF não acatou as escutas do delegado da PF? Quem foi o mais arbitrário nessa história?
Por que eles entraram no caso?

sábado, 26 de setembro de 2009

"adjetivações, especulações e excessos" - desagravo ao Dr. José Camargo

Leiam entrevista do Dr. José Camargo para O Globo ("Idéia de compra de órgão é fantasiosa, diz especialista em transplantes- Publicada em 31/07/2008 às 21h29m
Patrícia Sá Rêgo - O Globo Online
)
Agora, vejam um trecho do que o procurador do MPF, Marcelo Miller, disse sobre essa entrevista a O Globo em 01/08/2008[clique no link para ver a íntegra]:
"A denúncia não imputa aos acusados venda de órgãos, e sim preterição da lista única em sua destinação. De todo modo, a qualificação como fantasiosa da hipótese de compra de órgãos não se coaduna com elementos de prova, inclusive testemunhal, que têm sido colhidos nas investigações, a que não se tem notícia de que o cirurgião José Camargo tenha tido acesso. O direito de opinar é de todos, leigos ou especialistas, mas dos especialistas é razoável esperar maior medida de precaução analítica e de zelo com a linguagem, principalmente com adjetivações, especulações e excessos".

Digitem a palavra "PROCURADOR" no sistema de busca do blog e tirem suas próprias conclusões sobre quem deveria ter tido zelo com a linguagem nessa história toda
Vejam se é o mesmo procurador que disse na Revista Piauí:
“Não excluo até a motivação nobre dos que não querem desperdiçar os órgãos. O problema é que, ao fazer isso, eles transgridem a lei, e isso é crime. É estreito pensar que houve uma motivação axial para o dr. Joaquim e a sua equipe. Ah, ele queria dinheiro! Ah, ele queria prestígio! Não é simples assim.

O procurador está tomando esse cuidado com a linguagem para falar de "vendedores" de órgãos?
Mas, o procurador estava dizendo que havia "elementos de prova" sobre "compra" de órgãos...


Depois de tanto tempo lutando para mostrar os abusos do delegado da PF e do procurador do MPF nesse caso, esperamos que os "bons" advogados do médico (que o procurador tanto menciona) tomem as providências junto à corregedoria do MPF para que se esclareça exatamente "com maior precisão analítica e de zelo com a linguagem" quem cometeu "adjetivações, especulações e excessos" e quem, na verdade, era o especialista nessa história.

Apreciaríamos, muito, uma manifestação pública do Ministério Público sobre as muitas questões levantadas, aqui, a respeito da atuação de seus procuradores no caso do Dr. Joaquim Ribeiro Filho e de sua equipe

P.S.: Do procurador para a Revista Piauí:
Miller disse estar seguro das acusações. “Nunca denunciei com tanta prova, com tanta certeza”, disse.

Estamos vendo... Onde está o "esquema", os "comparsas", a "compra de órgãos"? Nem ele mesmo fala mais disso!

A ação do procurador incomoda mais pelo que silencia: o modo como as coisas são feitas no Rio "onde tudo é meio desorganizado, tem pouca fiscalização, onde a cultura da exceção é a regra", diz ele. É muito eufemismo e condescendência com os "poderosos", não?!. Qual é a responsabilidade da Central de Transplantes e da Secretaria de Saúde do Rio nesse "meio desorganizado" e nessa "cultura da exceção"?

Como diz Heliete Vaitsman: "Quem é generoso com os cruéis acaba sendo cruel com os generosos, diz o ditado."
(Ver artigos de Heliete Vaitsman sobre o caso)


Na verdade, a única certeza que temos é a de que presenciamos um linchamento midiático no qual o procurador foi um dos mais ativos protagonistas. E temos sérias dúvidas: é esse o papel dos procuradores do Ministério Público Federal?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Record tira da rede as provas de seu jornalismo hediondo

O link com a matéria hedionda do jornalismo da Record contra o Dr. Joaquim Ribeiro Filho e equipe foi retirado da internet. É a conveniência do linchamento, que lhes rendeu a audiência e quase acabou com a carreira de um dos grandes cirurgiões brasileiros. Não esqueceremos das edições criminosas que fizeram!

Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos

Novartis Doação de Órgãos
Maiores informações ou baixe o selo para o seu blog neste endereço.(clique no link)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Revista Lide - do Sindicato dos Jornalistas do Rio - comenta caso do Dr. Joaquim Ribeiro Filho

A revista LIDE - do Sindicato dos Jornalistas do Rio - comenta o caso do Dr. Joaquim Ribeiro Filho (com destaque no editorial) e o caso da jovem Sabrina Aparecida Marques Mendes, de 21 anos.(Clique na imagem para ampliá-la)
REVISTA LIDE - Nº 56 - JAN./JUN. 2009

Esse é um caso para ser encarado com aguçado senso crítico. As informações transmitidas pela polícia nem sempre são corretas. Nessas matérias, é comum a reprodução de versões de agentes envolvidos na repressão e também na investigação policial. Nada mais natural, pelo fato de esses policiais estarem na linha de frente dos acontecimentos. Jornalistas mais experientes, no entanto, recomendam atenção e coerência na apuração.

É fundamental ser previdente com relação às fontes e evitar aquelas que só se preocupam em “turbinar” as investigações e arranjar culpados.
Rapidamente, sem provas concretas, querem passar trabalhos adiante e se destacar como servidores públicos eficientes diante de seus superiores e até da própria imprensa. Por esse motivo, uma agenda telefônica com bons contatos ainda tem um valor inestimável em nosso meio. Ela sempre fará a diferença na hora de apurar casos polêmicos, cercados de versões contraditórias.


(...) Ainda sobre o caso do médico Joaquim Ribeiro, o deputado [Miro Teixeira] considera importante que os veículos de comunicação se mobilizem no sentido de realizar atos de desagravo ao profissional e também para concretizar ações de reparação de danos causados pelo noticiário mentiroso. A sugestão tem fundamento, mas é improvável que os meios de comunicação se retratem publicamente.

Os transplantes no Rio. O que fazer?

Situação nos estados - Os estados que realizaram o maior número absoluto de transplantes foram São Paulo (8.687), Minas Gerais (2.097) e Paraná (1.544). Outros estados também merecem destaque. O Acre realizou, em 2008, seus dois primeiros transplantes de rim. Rondônia (1400%), Alagoas (400%) e Espírito Santo (75%) apresentaram o maior crescimento na realização de transplantes entre 2007 e 2008. Veja os dados sobre o Rio e a situação dos transplantados
(clique na imagem para ampliá-la):
Blog de Luís Fernando Kalife Jr.

Leonardo Romay fala sobre a situação dos transplantados para a Band News - 10/09/2009

Leonardo Romay, transplantado de fígado, conta o drama dos transplantados para a obtenção de remédios e a manutenção de sua situação pós-transplante. Entrevista concedida em 10/09/2009 para Boechat e Rodolfo Schneider da Band News. O drama de muitas pessoas que já se foram como Lilia Borges.

Carta de Tereza Góis

Ao mais ilustre filho da família Freitas Ribeiro, cuja origem eu conheço muito bem,quero externar o meu repúdio ao sensacionalismo , mesquinhez e irresponsabilidades das autoridades envolvidas ao distorcer a verdade e os fatos para satisfazer o ego e a fogueira das vaidades dos que não sabem construir com dignidade o seu lugar ao sol.

No teu poema
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonhos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera do futuro.

CARLOS DO CARMO( fadista português)
Amiga e admiradora Tereza Góis

terça-feira, 18 de agosto de 2009

investigações x perseguições

Ouçam a entrevista abaixo do Dr. Joaquim Ribeiro Filho recuperada, com muito esforço, logo após a sua saída da prisão. O médico respondia a um processo sobre o caso Jaime Ariston de 2003 (no qual foi absolvido no Cremerj por 21x0) e a um processo sobre o caso de Carlos Arraes de 2007

O Dr. Joaquim Ribeiro Filho foi preso por suposta obstrução à investigação porque seu sócio e os médicos de sua equipe buscaram apoio jurídico com o seu advogado (Dr. Paulo Freitas, seu irmão) quando se sentiram intimidados com a presença ostensiva da PF no Hospital do Fundão. Esse apoio jurídico é proibido pela lei?

Todos foram ouvidos pela PF, menos o Dr. Joaquim Ribeiro Filho. Por quê? Por que prendê-lo sem ouvi-lo? (vejam a "justificativa" do procurador). Para acusá-lo sem defesa perante a imprensa?

A PF só entrou no caso poucos meses antes da prisão e não acompanhou o caso desde o começo como pareciam insinuar as matérias dos jornais.

O delegado do caso foi ávido em declarações à imprensa. Acusou o médico de coisas pelas quais ele nem sequer havia sido denunciado. Por que o Ministério Público Federal foi conivente com esse espetáculo se não o denunciou pelos motivos apontados pela PF? Por que não esclareceu que a prisão era por suposta obstrução? Por que fez o jogo do linchamento midiático?

A prisão foi feita para pressionar e intimidar membros da equipe a denunciá-lo? Por que isso não ficou claro desde o começo? Por que chamá-los de "comparsas", de "esquema", de "quadrilha" e fazer "acordos" com aqueles que acusou precipitadamente? Do que chamá-los agora se não tinham nada para denunciar?

O juiz - que autorizou a prisão - tem condições de atuar no processo depois da autorização que concedeu e dos desdobramentos hediondos que trouxe ao investigado? Tem algo a dizer sobre os procedimentos da PF e do MPF na violência que cometeram?

sábado, 8 de agosto de 2009

Entrevista de 05/09/2008 para a Bandnews

Finalmente, conseguimos o link para uma entrevista da Bandnews em 05/09/2008 com Boechat e Rodolfo Schneider. Quem controla o site da Bandnews julgou importante denunciá-lo sem defesa e publicar on-line tudo aquilo de que o acusavam, mas não teve o mínimo interesse em publicar on-line a sua defesa, apesar dos insistentes contatos para que cumprissem um mínimo de dignidade jornalistica. Agradecemos ao Boechat e ao Rodolfo Schneider o espaço para o outro lado.
Ouça e entrevista aqui (clique no link abaixo):
5/9/2008 09:57:47
Entrevista com Joaquim Ribeiro Filho sobre a Operação Fura Fila
Cirurgião comenta sobre a Operação Fura Fila
Emissora: Bandnews FM

Programa: Jornal Bandnews Rio (09h15)


Em entrevista Joaquim Ribeiro Filho, cirurgião e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, fala sobre a Operação,Fura Fila da Polícia Federal, sua prisão e seu trabalho no Hospital Clementino Fraga Filho.

(...) a prisão foi decretada por que o meu irmão, que é advogado, estava advogando para mim e o meu sócio (...), comenta ...

ENTREVISTADO:
Joaquim Ribeiro Filho (cirurgião e professor da UFRJ).

Comentários do Boechat e Rodolfo Schneider
(Clique no link abaixo)
5/9/2008 10:30:52
Ricardo Boechat e Rodolfo Schneider comentam a entrevista de Joaquim Ribeiro
Apresentadores convidam o sercretário de Saúde a falar do assunto
Emissora: Bandnews FM

Programa: Jornal Bandnews Rio (09h15)
Boechat e Schneider comentam a entrevista do médico Joaquim Ribeiro Filho e dizem que os microfones da rádio estãoo abertos para que o secretário de Saúde, Sérgio Cortes, possa falar ao público.

Esse material foi gravado pela Clipnews.

domingo, 5 de julho de 2009

1 ANO


"Agora vale a verdade, cantada simples e sempre."
Madrugada Camponesa,Thiago de Melo

"Esta vida está cheia de ocultos caminhos. Se o senhor souber, sabe; não sabendo, não me entenderá"
Grande Sertão: Veredas,Guimarães Rosa

ESTE BLOG É APENAS UMA PARTE DA HISTÓRIA DE TODOS AQUELES QUE, DE ALGUM MODO, RESISTIRAM AO ATOS ARBITRÁRIOS IMPOSTOS AO DR. JOAQUIM RIBEIRO FILHO E SUA EQUIPE

Como a Revista Época é condescendente com Steve Jobs


É assim que a Revista Época abre sua reportagem sobre a possível furada de fila de transplantes pelo fundador da Apple, Steve Jobs:
O fundador da Apple, Steve Jobs, de 54 anos, ganhou notoriedade, dinheiro e respeito por estar sempre à frente. Jobs inventou aparelhos complexos, mas de uso muito simples. Na semana passada, ele ganhou desconfiança, protestos e acusações por... estar mais uma vez à frente. Logo que foi divulgada a notícia de que ele teria feito um transplante de fígado, rumores de que havia furado a fila de doentes surgiram na internet com uma velocidade maior que a da Apple na venda de iPhones. Pode-se amar ou odiar Jobs. E há motivos tanto para um quanto para o outro. Mas as acusações, aparentemente, são bobagens.


Embora o sistema de transplantes nos Estados Unidos e no Brasil sejam diferentes, a reportagem relembra o caso do Dr. Joaquim Ribeiro Filho, mas acrescenta que ele foi absolvido.
Não é a primeira vez que uma celebridade se vê diante desse tipo de polêmica. Em 1995, o caso do jogador de beisebol Mickey Mantle provocou uma discussão nacional nos EUA. Ele foi operado em apenas um dia, mas ainda assim morreu dois meses depois, vítima de um câncer hepático. No Brasil, onde a fila por um fígado pode chegar a dois anos, também já surgiram escândalos de favorecimento. Uma operação da polícia federal chegou a prender um médico acusado de manipular a fila, mas ele foi absolvido.

No entanto, não vimos a notícia da absolvição na Revista Época, que manipulou levianamente reportagem sobre o médico no período em que esteve preso. Ver: Como errar e continuar errando ou como ser inconsequente com a vida alheia
Mas, nesse caso, Jobs chama seu médico para "explicar tudo".
A operação de transplante foi publicada pelo site do Washington Post no último dia 20, com a informação de que a cirurgia teria acontecido havia dois meses – mas a Apple, de novo, disse que era mentira. Três dias depois confirmou o transplante, mas não deu detalhes. Logo a onda de especulações sobre uma possível furada de fila tomou os fóruns e sites de tecnologia. Diante das acusações de favorecimento, a pedido de Jobs, o chefe de transplantes do Hospital Metodista Universitário, James Eason, divulgou uma nota explicando a situação.A fila dos EUA é organizada por ordem de chegada e também pelo estado de saúde do paciente. Para isso, eles passam por um exame de classificação que gera uma pontuação de 6 a 40 pontos. Quem tiver mais pontos será operado mais cedo. Segundo o médico, Jobs era o paciente mais grave naquele momento, e por isso recebeu o órgão primeiro.

E a Revista Época fica satisfeita:
Agora, encerrado o debate sobre a fila do transplante, retorna-se ao principal: quem está na fila para substituir o gênio adoentado à frente de uma empresa de US$ 135 bilhões que depende dele para quase tudo?

QUE DIFERENÇA COM RELAÇÃO AO CASO DO DR. JOAQUIM RIBEIRO FILHO E SUA EQUIPE.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Saiba mais sobre o fígado e o transplante com o Dr. Joaquim Ribeiro Filho

Nesta entrevista ao Dr. Luigi Oliveira do WTN SAÚDE em 16/03/2009, o Dr. Joaquim fala sobre o fígado, sua formação, desenvolvimento, os problemas que o afetam e o transplante.
Depois de ouvir a primeira entrevista, clique, de novo, no triângulo (play) para ouvir a segunda parte.

A WTN – Web & Television Network (http://www.wtn.com.br/) é um canal de televisão com mais de um ano no ar que junta entretenimento e jornalismo na internet.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Para conhecimento do Dr. Dráuzio Varella e sua série sobre transplantes.

Por que uma proposta (comissões intra-hospitalares)que já era defendida em 2004 aparece em matérias de revistas e de televisão como se fosse uma informação nova e esclarecedora sobre o problema dos transplantes no Brasil?
Aqueles que brigam constantemente pela melhoria do transplante foram simplesmente ignorados (quando não, perseguidos). As comissões intra-hospitalares foram desmanteladas na gestão do atual secretário de saúde, Sérgio Côrtes, no Rio de Janeiro. Com certeza, o Dr. Dráuzio Varella não vai tocar nesse assunto.
Campanhas como esta, proposta pelo Dr. Dráuzio Varella são bem intencionadas, mas não servem para nada se pessoas competentes e com vontade política não estiverem à frente do sistema de transplante nos Estados.

Jornal do Brasil de 06/04/2004
Doar órgãos, um ato de solidariedade
Joaquim Ribeiro Filho *

O Brasil acompanhou a recuperação do ator Norton Nascimento, graças a um bem-sucedido transplante cardíaco realizado em regime de urgência no fim do ano passado, na cidade de São Paulo, com um coração proveniente do Rio de Janeiro.

Houve um eficiente entrosamento entre a central de captação do Rio de Janeiro, a central nacional, em Brasília, e a de São Paulo, disponibilizando um coração que não seria utilizado no Rio de Janeiro, de um doador perfeitamente compatível com Norton em tamanho e grupo sangüíneo, e que chegou ao Hospital da Beneficência Portuguesa a tempo de ser implantado com sucesso.

Houve a solidariedade da família de um jovem médico, morto em acidente automobilístico a caminho do trabalho, que não hesitou em autorizar a doação de órgãos e de tecidos, propiciando vida a vários pacientes ins
critos em diversas listas: coração, fígado, rins, pulmão, pele, osso e córneas.

Atualmente, no Brasil, cerca de 58 mil pessoas aguardam por uma doação. Apesar de sermos o segundo ou terceiro país em números absolutos de transplantes realizados no mundo, ainda estamos longe de atingir os índices de doação de órgãos observados na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália, de pelo menos 10 doadores por milhão de habitantes ao ano. Ficamos, em média, em 4,5 por milhão de habitante ao ano, contra até 30 em algumas regiões da Península Ibérica.

A divulgação ampla da recuperação do ator Norton Nascimento vem sensibilizando corações e mentes em diversas partes do país, com o conseqüente aumento desta atividade. Campanhas publicitárias, inserções do assunto em novelas, enredos de escola de samba - caso da Mocidade Independente de Padre Miguel, no carnaval passado - e qualquer divulgação positiva aumentam, significativamente, o número de doações de múltiplos órgãos e tecidos.

No entanto, é preciso sensibilizar o médico que trabalha em unidades de terapia intensiva e nas emergências para o fato de que um paciente que evolui para morte cerebral poderá salvar outros pacientes. A manutenção de um potencial doador é trabalhosa e requer medidas para garantir os possíveis órgãos e tecidos em condições de serem transplantados. O protocolo estabelecido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) impõe a realização de dois exames por médicos não envolvidos com programas de transplante de órgãos, sendo pelo menos um neurologista, e um exame que demonstre a ausência de fluxo ou de atividade ou de metabolismo cerebral, como o eletroencefalograma, arteriografia ou ultra-som transcraniano.

O protocolo diferencia, com absoluta segurança, morte cerebral de coma profundo, não podendo ser utilizado em pacientes que estejam com temperatura baixa ou em uso de medicamentos depressores do sistema nervoso central, o que pode dificultar o diagnóstico correto. O coma profundo é reversível. Pacientes em morte cerebral, contudo, jamais foram revertidos e evoluem para parada cardíaca, ao fim de três a quatro dias nesta condição.

No Rio de Janeiro, o Programa Rio Transplante está sendo descentralizado, com a formação de coordenações intra-hospitalares de captação de órgãos, iniciando-se por hospitais com Serviços de Emergência e nos quais trabalham médicos e enfermeiros capacitados para valorizar potenciais doadores, treinados na abordagem correta dos familiares, conhecimentos adquiridos com educação continuada.

O processo está sendo regionalizado. Nas regiões Norte e Noroeste observa-se atividade importante de transplantes renal e de córneas, o que será estendido às demais áreas do Estado. É importante ressaltar que a decisão de doar órgãos e tecidos é da família, que perde um ente querido mas que, ao decidir-se pelo gesto humanitário da doação, poderá salvar a vida de muitas pessoas.

* Coordenador do programa Rio Transplante e do Programa de Transplante Hepático do Hospital do Fundão

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Contra o irrazoável e o insustentável que é isso tudo... (agravo de instrumento - decisão favorável ao médico)

RELATOR : DESEMBARGADOR FEDERAL GUILHERME COUTO DE CASTRO
AGRAVANTE : JOAQUIM RIBEIRO FILHO
ADVOGADO : ELIZABETH HAIMENIS E OUTROS
AGRAVADO : UNIAO FEDERAL
ORIGEM : DÉCIMA SÉTIMA VARA FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (200951010031432)

DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo ativo, interposto por JOAQUIM RIBEIRO FILHO, contra decisão que indeferiu o pedido de antecipação de tutela, que objetivava a anulação da Portaria SAS nº 455, de 15 de agosto de 2008.

A citada Portaria suspende a autorização para a realização de transplante hepático, para a qual o agravante, médico especialista, é habilitado.

Sustenta o agravante que a decisão agravada merece ser reformada porque “(...) Além de ser alijado do exercício de uma função de extrema relevância, a qual, ressalta-se, não está sob suspeita ou sob análise judicial, será, o Agravante, duplamente penalizado: a um pelo afastamento irrazoável e insustentável da função profissional que exerce atualmente, para a qual foi legitimamente contratado e sobre o qual não recaem quaisquer suspeitas de atuação irregular, e a dois porque não poderá auxiliar pacientes gravemente enfermos que vem acompanhando a longos meses - por vezes, anos -, e que ora estão entregues a outros clínicos de especialidades diversas que mal conhecem o histórico de cada um destes indivíduos.(...)”.

É o relatório.

Adoto, por ora, e sem prejuízo de posterior reexame, os próprios argumentos do agravante, e concedo o efeito ativo, para deferir a liminar, antes negada em primeiro grau.

A Portaria atacada é contraditória para com o teor da decisão judicial proferida no Habeas Corpus que soltou o agravante. De outro lado, nada indica ser razoável, e por ora parece absurdo, privar o agravante de sua atividade privada. Trata-se de especialista renomado, e há poucos no setor, em toda a América Latina.

Assim, concedo o efeito ativo.


Comunique-se ao juiz de 1º grau, por fax, para adotar as providências necessárias.
Diga a União (agravada).
Após, vista ao M.P.F, voltando concluso para inclusão em pauta.

Rio de Janeiro, 25 de março de 2009.

GUILHERME COUTO DE CASTRO
Desembargador Federal - Relator

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Liminar de revogação de portaria contra o médico

Prezados,

Informo que na data de hoje, foi proferido o seguinte despacho nos autos da Ação Anulatória de Ato Administrativo (2009.51.01.003143-2) referente a Portaria 455 que suspendeu, a partir de 4 de agosto 2008 até a sentença final a ser proferida em relação à Ação Penal n° 2007.51.01.814261-1, em tramitação na 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, a autorização para realização de transplante hepático concedida ao Joaquim:

“Considerando o teor da decisão de fls. 233/234, proferida pelo E. TRF-2ª Região, que concedendo efeito ativo deferiu a liminar pleiteada pela parte autora, revogo os efeitos da portaria SAS nº 455 de 15 de agosto de 2008 e determino o imediato restabelecimento do Autor, Joaquim Ribeiro Filho, às suas funções anteriormente ocupadas especialmente àquelas relativas aos transplantes hepáticos realizados na rede hospitalar particular.
Cite-se e intime-se a União Federal.
Oficie-se do teor da presente decisão à Clínica São Vicente, à Central de Notificação, Captação e Remoção de Órgãos do Rio de Janeiro e ao Sistema Nacional de Transplantes - SNT, conforme requerido às fls. 302/303.
Por derradeiro, ante a urgência requerida, determino a comunicação via fac símile do teor da presente decisão às instituições supra mencionadas.

Elizabeth Haimenis
Kamenetz & Haimenis Advogados
(advogada do médico)

Tratamento seletivo da mídia e dos órgão públicos

Algum jornal divulgou o resultado da sindicância sobre a troca de rins em pacientes da fila de transplantes sob responsabilidade da antiga coordenadora da Central de Transplantes do Rio, Ellen Barroso?

Foi apurada a responsabilidade do Hospital Geral de Bonsucesso- HGB (aquele de onde partiram as primeiras acusações contra o Dr. Joaquim Ribeiro Filho) e do Hospital do Fundão no caso?
Saiu o resultado (aqui 05/11/2009).

O MPF e a Defensoria Pública poderiam investigar como Hellen Miyamoto, superintendente de Atenção Especializada, pode responder pelo caos nas UTIs dos Hospitais públicos do Rio e, ao mesmo tempo, coordenar a Central de Transplantes? Ela assumiu interinamente a Coordenação, mas a pergunta é: Quem está coordenando, de fato, a Central de Transplantes do Rio?

O interesse pelo Dr. Joaquim é muito seletivo, não concordam?!

Ver:
Chefe de trasnplante saiu após erro

Quatro posts indignados e um grito de justiça!