segunda-feira, 6 de abril de 2009

Blogs do Noblat e Josias de Souza publicam prisão, mas NÃO PUBLICAM ABSOLVIÇÃO em 1ª instância

Várias vezes entramos em contato com o Blog do Noblat para comunicar os absurdos do linchamento do Dr. Joaquim Ribeiro Filho. Ele, que publicou manchete de O Globo "Os fura-filas do transplante", em 31.07.2008, não publicou uma linha sobre a absolvição do médico em primeira instância.

Com Josias de Souza, o caso é pior: "Avacalharam a única fila mista: de ricos e de pobres". Ele tece uma série de comentários levianos, sem a prudência que deve ter um jornalista frente a dados de fontes oficiais. Como se não bastasse a longa história de abusos da imprensa que conhece, curvou-se a um oficialismo barato. Se, ao menos lesse seu próprio jornal, a Folha de São Paulo, no dia da prisão do médico, poderia aprender alguma coisa.

Detalhe: O post contém uma animação de gotículas de sangue pingando (É SIMPLESMENTE GROTESCO!)
O QUE ESSE SUJEITO AVACALHOU FOI O JORNALISMO, EM PRIMEIRO LUGAR. DEPOIS, FOI A PRÓPRIA IDÉIA DO QUE É UM BLOG. O CIBERESPAÇO ESTÁ MAL NA MÃO DESSES JORNALISTAS METIDOS A BLOGUEIROS.

A pergunta que fica é: para que usar um blog se é para ser pior que as antigas mídias (um repositório de notícias da antiga mídia ou depósito de comentários levianos sem apuração)? Para que usar um blog se é para silenciar quando se é questionado? Tristes caricaturas do que deve ser o novo mundo da comunicação.

O que tem a dizer o Noblat, um blogueiro que não responde quando é questionado. Perguntas básicas sobre procedimentos jornalísticos sobre os quais tem muitos livros publicados.

O mesmo ocorreu com Josias de Souza, um blogueiro que reproduz notícias da antiga mídia com seus "profundos" comentários e não responde a um questionamento sequer sobre seu procedimento. Quando é confrontado com perguntas e dados, cala-se. (Ver os "comentários" do "jornalista" Josias de Sousa e sua grotesca estética, abaixo).

Bela apropriação das novas tecnologias de comunicação e informação. Diga, Sr. Josias de Sousa, qual era a classe social de Jânia Gomes que perdeu a chance de ser transplantada e de tantos outros que o médico ajudou a salvar?(ver: depoimentos) Mas, o sr. não tem coragem de responder, não é mesmo?! O médico foi preso sem ter sido ouvido... curioso não?! Não há defesa na sua "estória", só a voz do arbítrio... e o sr. se satisfez e colocou-se a serviço dela com determinação, não?!

Avacalharam a única fila mista: de ricos e de pobres

Fila, no Brasil, é coisa de pobre. Assim é nos postos do INSS e nas paradas de ônibus.A única fila em que a bugrada tem a companhia de patrícios abastados é a de transplantes.Nela há os sem-nada, que esperam por uma cirurgia do SUS, gratuita.
Nela há também os com-tudo, que aguardam pelo órgão, para ir à mesa de cirurgia dos hospitais privados.Cogitou-se, lá atrás, modificar os critérios da fila única. Houve barulho. E os espertos se retraíram.Descobre-se agora que, no Rio, arrumaram um jeito de avacalhar a única fila democrática do país.
A Polícia Federal desbaratou um esquema urdido com o propósito de furar a fila.Funcionava assim: pagando-se um pedágio de R$ 200 a R$ 250 mil, ia-se ao topo da fila de transplantes de fígado.
Prendeu-se um doutor, Joaquim Ribeiro Filho, acusado de comandar o malfeito.
O ministério Público já formulou a denúncia.No texto, a Procuradoria da República informa que, enquanto a quadrilha se locupletava duas famílias pobres caíram em desgraça.Foram à cova um par de crianças que, à falta de grana, feneceram antes que lhes chegassem os fígados novos.O crime descoberto no Rio é espantoso. Mas as vítimas são de uma classe que não costuma despertar muio interesse.
(Do blog do "jornalista" Josias de Sousa no dia da prisão do médico)
Sr. Josias de Souza, procure pela palavra "procurador" no blog e veja como o sr. foi leviano!

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